São inúmeros fatores que tornam a produção florestal altamente favorável no país. Os principais atributos são dimensões territoriais, solo, clima, água,banco genético composto de grandes quantidades de espécies que podem ser usadas para diversas finalidades,ótimas espécies oriundas de outros locais que se adaptam muito bem,além do conhecimento científico gerado pelos centros de pesquisa ,universidades e pesquisadores que integram o corpo técnico das empresas.Ou seja, são muitos características que fazem de nós se não o mais, um dos países com maior vocação florestal. Isso se comprova se lembrarmos que nossas florestas são exploradas sem nenhum rigor técnico, há mais de 5oo anos e nem assim seus recursos foram totalmente dizimados.
Porém apesar de todas as condições favoráveis, nossa falta de cultura florestal se torna grande barreira,não nos deixa usufruir do desenvolvimento que pode ser gerado a partir dessa grande afinidade com a silvicultura.
No caso do Espírito Santo percebe-se principalmente em época de estiagem, áreas degradadas resultantes de práticas agrícolas inapropriadas empregadas ao longo dos anos.
Mas segundo a crendice popular, o que ‘’seca’’ o solo são os plantios florestais.Aliado a isso, existem grupos na sociedade demonstrando falta de conhecimento e bom senso,pregando inverdades contra determinadas espécies,chegando a afirmar que plantios florestais foram desertos verdes.
Ora existe algo mais a favor do meio ambiente do que plantar árvores? Esses que se intitulam ambientalistas esquecem que no cotidiano das famílias, há produtos que são ou possuem em sua composição derivados de origem florestal, do papel sanitário passando pelo creme dental até utensílios domésticos.
Se esses produtos não saírem de plantios, virão das matas nativas, ou seja,plantar é a principal forma de proteger.
Um dos argumentos usados é que plantios florestais formam monoculturas por isso faltarão áreas para produzir alimentos. Essa colocação poderia der verdadeira se estivesse se referindo a países como Cuba ou EUA.
Segundo dados do Ministério da Agricultura ,o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis ,férteis e de alta produtividade ,dos quais 90 milhões ainda não foram explorados,e plantios com espécies de Eucalyptus e Pinus ocupam 5 milhões de hectares ,ou cerca de 1,3% da área agricultável do território nacional.
Com isso demonizar plantios de florestas soa como terrorismo, não se sabe a troco de que.
Segundo dados do ministério da Ciência e Tecnologia, o setor florestal compreende cerca de 60 mil empresas, com faturamento total estimado US$ 21 bilhões , o que equivale a 5% do PIB nacional.
O setor é responsável por 14%do total arrecadado em divisas com exportações ,gerando 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos ,equivalentes a quase 11% da população economicamente ativa do país.
Contribuiu em 2007 com US$ 3,8 bilhões na arrecadação de impostos .São bons esses números? Não. Com o potencial que temos esses resultados chegam a ser pífios.
É só acompanharmos dados de países como a Finlândia, que passa mais da metade do ano coberto por neve, tem extensão territorial menor que a de muitos de nossos estados e as árvores para atingir condições de serem exploradas precisam de mais de 50 anos.
Ainda assim, lá o setor florestal corresponde a 60% do PIB .Sendo válido ressaltar que a Finlândia tem baixíssimos índices de pobreza.
Com isso clama-se para que a verdade venha à tona, e que uma grande chance de darmos salto de qualidade, gerando empregos,resolvendo problemas sociais e ambientais não seja desperdiçada.
''Escrito por Carlos Alberto M. de Souza- (Eng Florestal MS Produção Vegetal(UFES) e doutorando em Engenharia Florstal (UFSM)''
''ALW PRANTÁ CALIPE!!'''
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