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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

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SEXO COM ANIMAIS É RESPONSÁVEL POR DOBRAR CASOS DE CÂNCER DE PÊNIS
Estudo mostra que sexo com animais ocorre em 3 a 4 entre 10 indivíduos de zonas rurais, e é responsável por dobrar casos de câncer de pênis.

Pode parecer estranho e causar em que lê, mas de acordo com um estudo liderado pelo urologista do Hospital A.C.Camargo, Stênio de Cássio Zequi com 492 homens que vivem em zonas rurais brasileira (171 com câncer de pênis e 374 sadios) quase 4 entre 10 pessoas vivem nestas regiões tiveram uma ou mais relações com animais e que essa prática é responsável por dobrar risco para o desenvolvimento do câncer de pênis. A pesquisa será publicada na próxima edição do Jounal of Sexual Medicine, a revista científica mais importante de medicina sexual do mundo.

Trata-se de um estudo caso controle, reunindo 118 pacientes com câncer de pênis e 374 homens sadios entre 18 a 80 anos, todos de zona rural em todo o país. A pesquisa mostra que 31,6% dos homens sadios e 44.9% daqueles com câncer de pênis já tiveram uma ou mais relações sexuais com animais e partir da adolescência. O estudo reuniu pesquisadores de 16 centros que tratam câncer em 12 cidades brasileiras: Unicamp, Santa Casa de São Paulo, Unifesp, Hospital de Câncer de Barretos, Hospital do Câncer em Piauí, Hospital do Câncer em Maranhão, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Hospital Napoleão Laureano da Paraíba, Fundação Hospitalar do Acre, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade do Paraná, Hospital da Aeronáutica de São Paulo e também unidades de Carapicuíba e Itapevi.

Os pesquisadores isolaram fatores que poderiam elevar o risco de câncer e levá-los a uma conclusão errada. Foram avaliados, além de sexo com animais, critérios como raça, idade, idade da primeira relação sexual, história de doenças sexualmente transmissível, lesões penianas pré-malignas, fimose e circuncisão, idade da circuncisão, número de parceiros sexuais, tabagismo e história de sexo com prostitutas.

Como fator isolado, o sexo com animais - segundo a amostra - dobra o risco de desenvolver câncer de pênis. Uma das prováveis explicações para tal associação, segundo o urologista Stênio Zequi, é o fato de que a mucosa genital do animal é bastante queratinizada, mais dura que a humana. "Ela pode provocar microtraumas na mucosa do homem e desencadear o câncer. outra hipótese é a existência de elementos tóxicos na secreção animal ou de micro-organismos capazes de infectar o ser humano", afirma. O especialista ressalta, no entanto, que estas possíveis causas são especulações e ainda não é possível afirmar se há um ou mais vírus ou microrganismo específicos envolvidos no processo, nem se a prática pode causar danos às mulheres com quem esses homens se relacionam.

Zequi e os demais pesquisadores identificaram, dentre outras coisas, que homens que praticam sexo com animais têm mais DSTs. Ainda segundo o trabalho, o tempo de duração e o número de animais envolvidos mostra que a prática é mais comum no Nordeste do páis e que lá predominam equinos. Já no Sudesre as opções são por caprinos e galináceos.

A periodicidade da prática de sexo com animais variou. Um único episódio na vida foi apontado por 14% dos entrevistados. Duas vezes ao mês (17%), uma vez por mês (15,2%), uma vez por semana (10,5%), três vezes por semana (10%), duas vezes por semana (9,4%), diariamente (4,1%), dia sim/dia não (5,3%).

A duração do comportamento de sexo com animais durou menos de um ano para 34 indivíduos (19.9%); um a 26 anos (80,1%). A duração mais comum foi de 1 a 5 anos (reportada por 59% dos entrevistados). Já sexo com animais juntos com um grupo de homens foi reportado por 29,8% dos entrevistados. Todas as entrevistas foram realizadas pessoalmente. (falta de informação).

Embora rar0 (2,9 a 6,8 casos por 100 mil habitantes), o câncer de pênis costuma provocar mutilações. Levantamento recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), aponta que são amputados, todos os anos, mais de mil pênis no país. "Nos casos avançados, a amputação parcial ou total do pênis é quase inevitável. Quando células cancerosas atingem a virilha e o abdome, são necessárias cirurgias de ressecção de tecido linfático, com elevada morbidade", ressalta Stênio Zequi.

As principais causas de câncer de pênis já conhecidas até então são falta de higiene e presença de fimose, pois estão associadas com acúmulo de secreções na glande ou em outras regiões do pênis, causando assim uma inflamação crônica que pode desencadear o tumor.

A doença é mais incidente nas regiões mais pobres e, consequentemente, com menos acesso às informações sobre prevenção de câncer. Há também barreiras importantes, como o tabu do homem ir ao médico. "Ele leva seis meses ou mais para ter seu diagnóstico, pois em geral o acesso a saúde nessas regiões é muito limitado, levando a atraso na realização de simples biopsias, somados ao fato de muitos pacientes terem vergonha de falar sobre o assunto, até mesmo com sua esposa." Se estamos observando um comportamento sexual que causa danos à saúde das pessoas, as autoridades e os agentes de saúde, precisam orientar a população, diz Zequi. É preciso dizer a esse público: lave o pênis, não tenha fimose, não tenha relações sexuais com animais, use camisinha, etc..., acrescenta.

Sexo com animais, no entanto, não é um hábito exclusivo dos mais pobres, observa o especialista. "A internet dissemina esta prática também nos países desenvolvidos. Seja por curiosidade, seja por prazer, seja por doença psiquiátrica, isso ocorre. Quebrar o tabu é a melhor forma de reduzir seus danos.

Fonte: Gazeta Online

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Universo Feminino



Universo Feminino consciente na luta contra o câncer de mama



Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.


Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.


Oque é câncer?Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.



O que causa o câncer?


As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.


O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.



Fatores de risco de natureza ambiental


Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).


As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.



- Tabagismo


- Hábitos Alimentares


- Alcoolismo


- Hábitos Sexuais


- Medicamentos


- Fatores Ocupacionais


- Radiação solar



Hereditariedade


São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.


Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.



Como surge o câncer?


As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.


Fonte: Portal do INCA – Instituto Nacional do Câncer. http://www.inca.gov.br



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